
Sunday, November 22, 2009
Friday, November 20, 2009
Boas-vindas.
Friday, November 13, 2009
Conversando
Coisas estranhas. Vi esses dias chegando aqui em casa o Alfredo. Telinha vibrando. Alfredo foi um dos meus professores de física no terceiro (ou no segundo, sei lá) ano do ensino médio. O meu blog antigo tinha a descrição que ele disse entediado ao resolver um exercício de física dificílimo no quadro, “E com uma alegria descabida...”, e ele ainda me reconheceu. Um fofo entediado ele. Queria, depois do “oi”, ter falado “sabe, professor, eu fiquei que nem você está aos 70 anos aos 23”. Mas acho que estamos muito na mesma onda de não dar lá a mínima para confissões em calçadas.
A nova, e última, temporada de House começou com todo o gás. Que delícia têm sido os episódios. Mas o acontecimento foi um meio que reencontro: o ditador do episódio 4, Dibala, foi interpretado por uma saudade tão grande, James Earl Jones. Eu nem sabia o nome dele, só me lembro tanto da sua atuação em Field of Dreams, em que sua personagem alude ao escritor Salinger, de uma só obra, e que depois desapareceu do mundo, recusando-se a falar com qualquer pessoa da imprensa. Esse foi o primeiro filme que me fez chorar (depois dele vieram infinitos) e exatamente por causa dessa atuação do Jones, que é uma das mais lindas lindas lindas que já vi. Super delícia essa recordação.
Voltando ao começo do post, qualquer coisa nessa internet anda insuportável. Sempre mais do mesmo em MSN, Orkut, twitter, blablablablablabláááááá. Preciso de algo útil quando estou online. Aliás, preciso mesmo é ficar sem internet. Eu só consigo conversar com meu Word 2007, olha que beleza.
Ontem no meu meio-sono fiquei pensando num testimonial para escrever e me lembrei daquela foto tão antiga do roupão e azulejos do banheiro ao fundo. Dormi sorrindo o único sorriso do dia. E era mais sorriso ridicularizando do que saudadeando, sabe?, que fique bem claro. We are so vain. So so soooo vain. E, falando em azulejo, a primeira coisa que farei ao me mudar de apartamento será uma reforma no banheiro e a troca dos azulejos por outros maiores: interna de presente para a Tati.
Eu cheguei a postar que Juan Rulfo é o maior acontecimento literário da minha vida nos últimos tempos? Junto com Felisberto Hernández?
Saudade doída dos amigos.
Sunday, November 08, 2009
Friday, October 30, 2009
Thursday, October 29, 2009
Customizações
Tati: a embalagem do presente só poderia ser aberta de uma forma, e haveria fiozinhos em curto em volta da embalagem dando choquinhos para cada tentativa de abertura errada. Dentro da caixa, uma balinha de reforço positivo.
Tuesday, October 20, 2009
Desculpas
A falta de criatividade pós-moderna e, consequentemente, o plágio
Monday, October 12, 2009
Bom dia
Saturday, October 10, 2009
Sujando
Thursday, October 08, 2009
Rabiscos
Olha só quem resolveu aparecer. A querida linksys, a conexão que me permite postar clandestinamente no blog. Empolguei, comprei um maço de cigarros com parte do dinheiro do almoço de amanhã e cá estou a postar, comemorando com uma cerveja. Ê! Num misto de um monte de coisas, que, num bolo bem heterogêneo, está longe de ser chamado de alegria, mas... vamos que vamos. E faltou inspiração. Seguem em anexo dois parágrafos que escrevi há alguns dias, nem marquei, mas ficou no meu note até a belezura do meu vizinho voltar a compartilhar a rede dele comigo. Vizinho, você é um fofo.
A vida está toda fora de hora. Daria um trocadilho, algo sobre as horas não considerarem que existem para marcar vida. Penso em qual delas é mais imbecil, a vida ou as horas, a primeira ou a segunda assertiva. Penso e penso e não há nada mesmo para fazer que não ver essas despontualidades pontuando o-que-deveria-ter-sido (e lembro Franz Ferdinand, the only difference is what might be is now what might have been)... E projeto que tudo virá também fora de hora, vida, felicidade, porque de preciso só existe mesmo o esperar. E penso... e troco... e da vida aprendera o imprevisível poder terapêutico da espera. Acho que enlouqueci, passando da hora.
Thursday, September 24, 2009
Enfim
[Apesar de nunca dever ser e todo mundo ficar esperando que não seja e, ah, tijolo pra cá, cimento pra lá e pronto! uma vida inteirinha construída desalicerçada de razão e de força e de escolhas porque, vamos lá, esse negócio de poder escolher é pura enganação que contaram para trazer calma e se o carro atropela na porta de casa enquanto o cigarro voa pelos céus em câmera lenta e quase dá uma cena de Forrest Gump ou a bala escorrega as entranhas e respinga sangue também em câmera lenta quase lembrando American Beauty e nada disso acontece porque é tão pouco para os nossos olhos lentos de falta de câmera que, ó, nem nada fica bonito e a gente só vê o resto de sangue amarronzando o asfalto, e, se chover, nem isso, asfalto lavado, e empoçando o cigarro. Se chove e é fechado é pior, sangue seca sem que se fume o resto voado da mão do atropelado, maldita lei, e e? A gente só vê. E pensar nas outras infinitas possibilidades de desescolhas, céus, eu quero ficar quieta enrolada no cobertor esperando que, por muita muita grande infinita sorte, não aconteça nada, que é o melhor que pode acontecer.]
Wednesday, September 09, 2009
Mundão
Senhor Bom Deus
tenha paciência
sou eu outra vez.
Então, aqui as coisas
vão bem,
quem mais, quem menos,
vamos nos arranjando,
na prática,
no fim sempre se acha um jeito,
um jeito de virar-se,
o senhor me entende,
enfim, o problema não é este.
O problema seria outro,
se tiver a paciência de ouvir
de ouvir-me
de.
O problema é este caminho
belo caminho
este caminho que corre e escorre
e socorre
mas não corre direito
como poderia
e tampouco torto
como saberia
não.
Curiosamente,
se desfaz.
Acredite
(por uma vez acredite o Senhor em mim)
se desfaz.
Tendo de resumir,
ele vai
um pouco por aqui
e um pouco por ali
tomado
de improvisa
liberdade.
Quem sabe.
Agora, sem querer apoucá-lo, mas eu teria de explicar-lhe essa coisa, que é coisa de homens, e não é coisa de Deus, de quando o caminho que se tem pela frente se desfaz, se perde, se arregala, se eclipsa, não sei se faz idéia, mas é fácil que não faça idéia, é uma coisa de homens, em geral, perder-se. Não é coisa sua. É preciso que tenha paciência e me deixe explicar. Coisa rápida, leva um instante. Antes de mais nada não se deve deixar despistar pelo fato de que, tecnicamente falando, não se pode negar, este caminho que corre e escorre e socorre, debaixo das rodas dessa carruagem, de fato, querendo ater-se aos fatos, não se desfaz nem um pouco. Tecnicamente falando. Continua direto, sem hesitações, nem sequer uma tímida bifurcação, nada. Direto como um fuso. Posso ver por mim mesmo. Mas o problema, deixe-me dizer, não é este. Não é deste caminho, feito de terra e pó e pedras, que estamos falando. O caminho em questão é outro. E corre não fora mas dentro. Aqui dentro. Não sei se faz idéia: o meu caminho. Todos têm um, o senhor também deve saber disso, porque, aliás, não é estranho ao projeto dessa máquina que somos, todos nós, cada qual ao seu modo. Um caminho dentro, todos o têm, coisa que facilita, na maioria dos casos, a incumbência desta nossa viagem, e só raramente, complica-a. Agora é um daqueles momentos em que a complica. Querendo resumir querendo, é aquele caminho, aquele dentro, que se desfaz, bendito, não existe mais. Acontece. E não é coisa agradável.
Não. Assim agora, querendo resumir querendo, o problema é este, que tenho tantos caminhos ao redor e nenhum dentro. (...) Como vê não é que eu não tenha as idéias claras, tenho-as claríssimas, mas só até certa altura da questão. Sei perfeitamente qual é a pergunta. É a resposta que me falta. Corre, esta carruagem, e eu não sei para onde. Penso a resposta e minha mente torna-se escuridão.
Assim
esta escuridão
eu a pego
e a ponho
em suas
mãos.
E peço-lhe
Senhor Bom Deus
que fique com ela
uma hora somente
fique com ela em suas mãos
o tanto que basta
para desmanchar-lhe o negro
para desmanchar-lhe o mal
que faz à cabeça
aquela escuridão
e aquele negro
ao coração,
quer?
O senhor poderia
mesmo somente
dobrar-se
olhá-la
sorrir dela,
abri-la
roubar-lhe
uma luz
e deixá-la cair
que afinal
de encontrá-la
trato eu depois
de ver
onde está.
Uma coisinha de nada
para o senhor
tão grande
para mim.
Está me ouvindo
Senhor Bom Deus?
Não é pedir muito
pedir-lhe se.
Não é ofensa esperar que o senhor.
Não é tolo
iludir-se que.
E afinal é só uma oração,
que é um modo de escrever
o perfume da espera.
Escreva o senhor,
onde quiser,
o caminho
que eu perdi.
Basta um sinal,
um quê,
um arranhão
leve
no vidro
desses olhos
que olham
sem ver,
eu o verei.
Escreva
no mundo
uma só palavra
escrita para mim
a
lerei.
Renteie
um instante
deste silêncio
eu ouvirei.
Não tenha medo,
eu não tenho.
E que resvale distante
esta oração
com a força das palavras
para além da gaiola do mundo
até sabe-se lá onde.
Amém.
A. Baricco, Oceano Mar.
Monday, September 07, 2009
Before you go... (Clov halts near door.) ...say something.
CLOV
There is nothing to say.
HAMM
A few words... to ponder... in my heart.
CLOV
Your heart!
HAMM
Yes. Pause. Forcibly. Yes! Pause.
With the rest, in the end, the shadows, the murmurs, all the trouble, to end up with. Pause. Clov... He never spoke to me. Then, in the end, before he went, without my having asked him, he spoke to me. He said...
CLOV despairingly
Ah...!
HAMM
Something... from your heart.
CLOV
My heart!
HAMM
A few words... from your heart. Pause.
CLOV fixed gaze, tonelessly, towards auditorium
They said to me, That's love, yes, yes, not a doubt, now you see how—
HAMM
Articulate!
CLOV as before
How easy it is. They said to me, That's friendship, yes, yes, no question, you've found it. They said to me, Here's the place, stop, raise your head and look at all that beauty. That order! They said to me, Come now, you're not a brute beast, think upon these things and you'll see how all becomes clear. And simple! They said to me, What skilled attention they get, all these dying of their wounds.
HAMM
Enough!
CLOV as before
I say to myself — sometimes, Clov, you must learn to suffer better than that if you want them to weary of punishing you — one day. I say to myself — sometimes, Clov, you must be better than that if you want them to let you go — one day. But I feel too old, and too far, to form new habits. Good, it'll never end, I'll never go. Pause. Then one day, suddenly, it ends, it changes, I don't understand, it dies, or it's me, I don't understand that either. I ask the words that remain — sleeping, waking, morning, evening. They have nothing to say. Pause. I open the door of the cell and go. I am so bowed I only see my feet, if I open my eyes, and between my legs a little trail of black dust. I say to myself that the earth is extinguished, though I never saw it lit. Pause. It's easy going. Pause. When I fall I'll weep for happiness. Pause. He goes towards door.
HAMM
Clov! Clov halts, without turning. Nothing. Clov moves on. Clov! Clov halts, without turning.
CLOV
This is what we call making an exit.
HAMM
I'm obliged to you, Clov. For your services.
CLOV turning sharply
Ah pardon, it's I am obliged to you.
HAMM
It's we are obliged to each other.
Sunday, September 06, 2009
Feliz aniversário!
Friday, September 04, 2009
Resenha supercrítica de Wolverine
Conspiracionismos
Hoje estava pensando se o mundo acaba ou não em 2012. Nesse ano, estarei ou muitíssimo feliz num mestrado ou estarei infeliz recém-formada, pobre, competindo por vaga no mercado de trabalho. Pensei: se eu estiver feliz, o mundo acaba. Não, eu não sou o umbigo do universo, só sou cretinamente azarada. Vou, então, tentar ficar bastante infeliz para que a Terra ainda tenha mais umas décadas de vida. Agradeçam-me e mandem seus filhos me agradecerem. Ly salvará o mundo.
Mas ainda sobre o fim do mundo. Os cálculos que o previram estavam relacionados aos astros e eram feitos sem satélites ultramegassatélites (adoro o novo acordo ortográfico). Se o mundo fosse mesmo acabar, um grande número desse povo que mexe com a brincadeira de observar o fora-da-Terra saberia, não? Não seria apenas uma elite louca para esconder a informação enquanto os africanos sustentam a tecnologia que eles utilizarão para zarpar da Terra dois dias antes. Ou seria? Algum físico lê meu blog? Por favor, tenha a bondade de me dizer se eu precisarei de mais dois anos de miséria.
Ontem no meu meio-sono, fiquei pensando na minha relação com a Aline. Descobri uma coisa que, apesar dos pesares, pode até talvez quem saiba soar fofa. É que a quenga vai dar em cima do meu próximo (?) namorado (?). E dos outros (?). E do meu marido (?). A Aline vai pegar o meu (?) marido (?). E eu prefiro que a minha vida seja assim, com a nossa amizade, a ter a Aline distante. Aiai, Aline, como você não vale nada... é, e isso é uma declaração de amor.
Sabe... o Google tem fotos precisas de qualquer lugar do mundo. O bando de informações dele salva qualquer coisa que digitemos em seu sistema de busca. Salva qualquer coisa que coloquemos no nosso perfil. Exige direitos autorais sobre o que postamos nos nossos blogs. Ele nos conhece melhor do que a nossa mãe. Vocês não têm um medo absurdo disso não?
Sunday, August 30, 2009
Notas de
Nossa, eu nunca comentei aqui no blog sobre Once. Uma surpresa muito grande. Depois de Before Sunrise e Before Sunset eu não esperava ser atingida por um filme com uma sensibilidade parecida, filme de amorzinho etéreo doce só por ser doce. Sem grande enredo, só algo belo acontecendo para parar de acontecer logo em seguida.
Mas não para de acontecer no Before Sunset. Babe, you are... gonna miss... that plane não é o maior acontecimento verbal do cinema?
Falando em filme romântico, coisas engraçadas da vida. Eu amei o PS: I love you, e acabei silenciando o gosto queima-filme-como-sou-solteirona-desesperada. E ontem estava todo mundo aqui em casa falando que gostou e justificando o gosto “não, mas ele não é clichê, não mas ele tem um enredo todo foda”. Claro que tem, e daí? Todo mundo babando no filme e pronto. Aceitem, estaremos aos 80 anos (pelo menos metade de nós) falando sobre as mesmas coisas desesperados em algum apartamento. Espero que seja pelo menos um apartamento em Oslo.
Falando em Oslo, hoje acordei com a vontade imensa de ir também. O que estou fazendo em Goiânia? Esperando. Depois de 22 anos? É. Vontade de esperar em outro lugar e engatar um mestrado fora daqui. Do Brasil, porque não dá para sair do mundo. (Não?)
Eu lembro dos posts sobre negação. Lembro do post da primeira, da segunda e da terceira. Eu postei uma quarta? Nem lembro. Mas pode ser agora. Tudo parece ter tatuado um não na testa. Talvez deva seguir o fluxo.
Ontem fui salva mais uma vez. Não dá para levar uma vida inteira assim? Dá.
Que vontade de a minha felicidade está sonhando... falem baixo por favor, para que ela acorde alegre como o dia. Mas é isso, não é? Que durma bem mesmo.
Depois de me emputecer com o final de Gran Torino (gente, eu entendi o final, blábláblá, que saco), fiquei pensando nos meus achismos errados. Por exemplo: eu vejo a Happy Together do The Turtles incrivelmente triste. Eu vejo redenção no final de Lady Vingança. Eu vejo afetação naquele último filme do Sam Mendes (qual o nome mesmo? Com a Winslet e o di Caprio). Eu vejo força e vigor n’O Mito de Sísifo do Camus. E eu não vejo nada aí, nem aqui. Ham?
Vou postar a continuação do trecho d'A Caixa Preta que está no template do blog. Inclusive, quase me identifico mais com essa continuação:
Em vez de rezar, construa com Yifat uma torre de Davi com os cubos. Leve-a ao zoológico. Ao cinema. Frite ovos estrelados para ela, tire a nata do chocolate, diga-lhe beba, jarro cheio não faz barulho. Não se esqueça de comprar para ela um pijama de flanela para o inverno. E também sapatos novos. Não a entregue para sua cunhada. Pense às vezes como Boaz carrega o pai nos braços. E à noite, ao voltar de suas viagens? Você senta de meias diante da televisão até que o cansaço o vença? Adormece vestido na poltrona? Acende um cigarro no outro? Ou, em vez disso, fica sentado aos pés do seu rabi, estudando a Torá entre lágrimas? Compre um cachecol quente para você. Em meu nome. Não se resfrie. Não fique doente.
E eu esperarei por você.
Saturday, August 29, 2009
Concordâncias
Ana. diz (23:59):
eu vou levar isso tudo na sacanagem, certeza
rs
ly (there there) diz (00:00):
rsrs
de boa.
faça com cuidado pra não magoar ninguém.
assim, vc vai magoar. mas que seja pouco.
Ana. diz (00:01):
eu sempre consigo não magoar ninguém e sair arrasada, é a minha especialidade
ly (there there) diz (00:02):
hahahaha
bate aqui então, o/
hauahaha, tb sou mestre nisso.
Ana. diz (00:02):
ishuaishua
Ana. diz (00:03):
e sinto uma coisinha quando penso no paulo
tipo envelhecer junto
acho que é porque ele é caipira
ly (there there) diz (00:04):
eu tb tenho isso.
vontade de ter uma chácara e criar vacas, ana?
Ana. diz (00:06):
aiiin e porcos e galinhas
ly (there there) diz (00:06):
odeio galinhas
Ana. diz (00:07):
e fazer comidas maravilhosas no fogão a lenha *--*
mas acho que vou acabar velha fumando derby red num bar imundo
ou...morrer cedinho de overdose
ly (there there) diz (00:07):
eiai
mas é minha cria demais da conta, hahahaha
Ana. diz (00:08):
ishuaishua ♥
Ela não aprendeu direitinho?